Esta é para os fortes! A fiscalização de maus-tratos é uma das atividades mais essenciais da proteção animal, mas também a mais angustiante. É difícil não se sensibilizar ao encontrar um animal sendo maltratado, vivendo em condições de abandono, desconforto, sujeira, amarrado, passando fome, sede, frio ou calor excessivo, sob o sol: o cãozinho que ilustra esta página foi agredido a chutes pelo seu tutor, tendo a vista esquerda perfurada; em seguida foi amarrado no portão, pelo lado de fora, em um dia de chuva muito forte. Foi recolhido por moradores da rua, no Sarandi, e levado a um Pet Shop que acionou a Socpam. Atendido e tratado, foi, depois, adotado. Mas sofreu muito e perdeu a vista. O agressor foi indiciado, mas por ter leve deficiência mental o processo não seguiu adiante.

Mas é preciso existir voluntários que aceitem esse desafio: visitar as casas nas quais há um animal que foi objeto de denúncia, de estar sendo maltratado, espancado, mal alimentado ou de alguma forma sofrendo atrocidades. A abordagem com o tutor irresponsável é embasada na legislação de proteção. Caso a pessoa não proceda às adequações necessárias, o passo  seguinte é a abertura de processo na delegacia de Polícia Civil (em Maringá, a 9ª SDP). Se houver flagrante de espancamento, maus-tratos em via pública, o que é comum com animais puxadores de carroça, deve ser chamada a Polícia Militar, para lavrar um BO.

As ocorrências mais graves, podem ter os seguintes encaminhamentos, levando à abertura de uma Representação-Termo Circunstanciado:

Em muitos casos, as denúncias de maus-tratos menos graves a cães, especificamente, são as seguintes: