Rinhas

As rinhas de galos ou de cães (Pit-bulls) como todo jogo de azar, são proibidas, bem como as apostas, de acordo com o Decreto- Lei 3. 688/41, Lei das Contravenções Penais, ainda em vigor (excetuam-se as apostas nas corridas de cavalo, que são legalizadas). Também por se constituírem atividades cruéis, expondo os animais à violência de seus pares, sendo os animais adestrados para matar ou ferir a própria espécie, as rinhas são consideradas como crime, de acordo com o Artigo 32 da Lei 9.605/98 – Lei dos Crimes Ambientais.

Os galos criados para participar de rinhas são incentivados desde jovens a agredir, a investir contra os outros galos, a usar as esporas em lutas corporais. Muitas vezes têm próteses, como esporas de prata, para intensificar os danos ao rival, na luta. O resultado é que as lutas são violentas, sangrentas, os animais ganhadores ou perdedores saem muito feridos e, por ser atividade clandestina, naturalmente não recebem assistência veterinária adequada, mas apenas cuidados paliativos e impróprios. No dia-a-dia, os galos de briga vivem em pequenas caixas escuras e isolados uns dos outros, sob verdadeira tortura.

Devido à própria clandestinidade das rinhas, raramente os órgãos de proteção aos animais conseguem chegar ao foco do problema, a menos que haja uma denúncia.

Estes galos índios adultos e filhotes foram flagrados pela SOCPAM sendo transportados irregularmente. Não houve flagrante de rinha, mas de maus-tratos tanto no transporte na caçamba do caminhão, como dos animais que permaneceram no local de origem, no Parque Alvamar, em Sarandi. O condutor do veículo foi autuado e respondeu a inquérito por maus-tratos, em processo encaminhado pela SOCPAM.