A eutanásia significa "morte boa", se é que a morte possa ser considerada uma coisa boa para um animal que tinha direito à vida. Porém, a maior parte dos experimentos levam o animal a um pequeno ou grande sofrimento, às vezes à inviabilidade de permancer íntegro, devido às seqüelas. Na maior parte das pesquisas, os animais devem, mesmo, ser abatidos em um determinado momento, pois sofrem extirpações de órgãos que inviabilizariam a sobrevivência. Sendo assim, a AVMA - American Veterinary Medical Association estabeleceu normas para a eutanásia, que constam em seu relatório (em inglês): Report of the AVMA panel on euthanasia. Algumas formas podem ser aceitáveis para certas espécies, mas contra-indicadas para outras.
As formas mecânicas, isto é, decapitação, o deslocamento cervical, o tiro, a concussão, dentre outras, devem ser evitadas. Mas como são as mais baratas, ainda há cientistas e professores que as utilizam. A melhor forma, é aquela que induz a morte do animal mediante anestesia e aplicação de uma droga letal, ou por aprofundamento da própria anestesia. Em alguns casos (só em alguns casos..., quando o organismo do animal ainda será objeto da pesquisa após a sua morte e a droga letal pode interferir na pesquisa) essa técnica não pode ser aplicada. A ética ou a falta dela, na experimentação animal, entra justamente nesta hora:
a pesquisa é mesmo inovadora?
o experimento não seria apenas um exercício ou algo irrelevante?
não seria apenas para justificar publicações científicas por parte do pesquisador?
não há outro meio de se fazer o experimento?
por que permitir uma morte com sofrimento, dor, estresse, para o animal?
por que as pesquisas com animais aumentam a cada ano?
apenas para gerar trabalhos e produtividade em pesquisa?
apenas para os pesquisadores fazerem currículo?
apenas para atender ao ego de cientistas insensíveis ao sofrimento animal?