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ANIMAIS DE CRIAÇÃO

Legislação sobre abateO texto a seguir foi obtido na web, e não sabemos seu autor. Mas é fundamental para entender as práticas pecuárias.         Clique no boi falante para ver a legislação sobre o abate "humanitário".

Pesa-nos trazer para esta página este assunto; o cérebro se agita, o coração dói, a alma sofre...mas é necessário.Seria covardia, omissão no mínimo, não gritar bem alto contra tanta iniqüidade praticada com os animais. Ante a maldade, sob que rótulo se apresente, não se pode fugir e, qual avestruz, "enterrar a cabeça na areia", "resolvendo" assim o problema, de forma enganosa.Considerarmos indispensável narrar aqui, crueldades para com os animais, constitui nosso vigoroso grito de repúdio e dó, de espanto e incredulidade, ante ações que desmerecem a razão, rebaixam o espírito e denigrem a espécie humana - dita racional.

COMO VIVEM - E
MORREM - OS
ANIMAIS?


BOI
No Brasil, os bois são criados soltos. Provavelmente, essa forma de criação
é menos terrível que a de países frios do Cone Sul e da Europa, onde os
invernos matam o pasto e fazem com que os animais fiquem fechados em áreas
apertadas, comendo só ração. Isso não quer dizer que seja o melhor dos
mundos. Os animais muitas vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e
apanham copiosamente. "O manejo no Brasil é muito bruto", diz o etólogo
Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de
Jaboticabal, especialista no assunto.

Não existe aqui no Brasil a produção de vitela - carne muito branca e macia
de bezerros mantidos em jaulas superapertadas para evitar que se movimentem.
Para acentuar a brancura da carne, os criadores não permitem que o bezerro
coma grama ou grãos, só leite - a dieta tem que ser pobre em ferro e em
outros nutrientes, forçando uma anemia no animal. Com isso, torna-se
necessário o consumo de antibióticos, para diminuir o risco de infecções do
animal desnutrido. "A vitela deveria ser proibida no mundo inteiro", afirma
o agrônomo e etólogo Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, especialista em
técnicas de manejo da Universidade Federal de Santa Catarina.

Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar
comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então
é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua
garganta. "O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja
bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos",
diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela
para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.

Em 1997, a ativista de direitos dos animais americana Gail Eisnitz escreveu
o bombástico livro Slaughterhouse ("Matadouro", inédito no Brasil), no qual
acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. "Não vou
dizer que isso não acontece no Brasil, mas não é freqüente", afirma Mateus
Paranhos.

O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não
aconteça - já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem
fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o
primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.

GALINHAS
Essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do
tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia - assim elas não
dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos).
Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que
elas escolham que parte da ração querem comer - caso contrário, ciscariam
apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para
que engordem rápido.

A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa
sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta
seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas,
em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930.
Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de
liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes
descritas aqui.



PORCOS
Outros azarados. Não têm espaço nem para deitar confortavelmente. "São
confinados do nascimento ao abate", diz Pinheiro Filho. As gestantes são
forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido
com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque
elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após
o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em
seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso
provavelmente é incomum.

PATOS E GANSOS
Os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos
da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o
fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as
entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso
provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura.
Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento
do produto. Não se produz foie gras no Brasil.

MATADOUROS:"Até o papel deve sentir vergonha ao receber as letras que formam essa história."É exatamente isso que também sentimos ao descrever o horror dos matadouros.Fortalece-nos intenso desejo de que tal seja um alerta, capaz de, sob os cuidados de Deus, sensibilizar a quem de direito possa modificar tão triste realidade: a crueldade dos matadouros. - Sinhozinho Cardoso no livro "Além do ódio"No Brasil são abatidos, anualmente, com todos os requintes de crueldade:- 13 milhões de bois.- 10 milhões de porcos- 943 milhões de aves.( Dados publicados pela Revista Veja de 18 de Março de 1992 )Seu transporte até o matadouro se dá em condições mínimas de respeito, para nem sequer lembrar algum conforto: são empilhados em caminhões. Ao chegar, são tangidos ao abatedouro por choques elétricos que os empurram adiante. Quando caem no chão são arrastados pelas patas até o local do abate, onde recebem o doloroso golpe de misericórdia: de 1 a 23 golpes de marreta na cabeça (porcos e bois), até perderem os sentidos; quando não é marreta é uma esto árabes, exige ainda a tradição que os animais sejam abatidos deitados e com as patas voltadas para Meca.Como o Brasil é fornecedor de carne para esses povos, pode ser que frigoríficos instalados em São Paulo mudem-se para outros estados. Esse talvez seja o empecilho para que lei similar à paulista seja aprovada em nível federal.Atualmente o método de abate por marreta praticamente já foi abolido nos grandes matadouros. Primeiro pelo grito dos protetores dos animais, segundo porque danificava os miolos dos bois...As exportações de carne bovina em 1992 foram de 434 milhões de toneladas, sendo 72% industrializadas e o restante "in natura"; desse total, o estado de São Paulo responde por 80%; a receita chegou a US$ 619 milhões (dados da Folha de São Paulo - 16/03/93).

ABATE DE CAVALOS: quanto ao abate de cavalos, há alguns anos, a imprensa noticiou a crueldade de alguns matadouros, causando comoção nacional. A matança descrita atingia proporções bestiais: - 12 horas antes do abate eram privados de água e alimento, para amaciar a carne; - eram conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts; - a seguir, uma pancada na cabeça, tonteando-os; - animal ainda vivo, as patas eram cortadas com machado ou tesoura grande de forma a esgotar todo o sangue; - ainda vivo, com ferimntos terríveis, o animal era colocado em uma estufa para suar e com isso eliminar o "mal educado" cheiro de cavalo de sua carne.Quem suportaria presenciar tais cenas?Várias denúncias foram feitas à época, levando personalidades diversas a protestar veementemente contra tamanha barbaridade.A União Internacional Protetora de Animais (UIPA), em particular, empenhou-se a fundo para combater essa ignomínia.Carlos Drumond de Andrade, revoltado ante tais fatos, conclamou os donos dos abatedouros a seguir o exemplo da Suíça, Áustria, Bélgica, Inglaterra e Alemanha, por favor, morte sem dor: "Praza aos Céus que isso não exista mais!"Concluída esta página, devemos dizer que nossa alma quedou-se machucada, coração em prantos...Já que citamos há pouco um poeta, relembramos a propósito o poeta português Antônio de Macedo: "...- Senhor! Como escrever o resto?! Cai-me a pena da mão, perturba-se-me a vista..."A presente página não foi fácil, pois os fatos nele contidos põem a descoberto um ângulo negativo do patamar evolutivo espiritual do mundo em que vivemos - nada lisonjeiro. Indispensável lembrar Kardec: "Quando a lei do amor e da caridade for a lei da humanidade, não haverá mais egoísmodo usadas facas longas, bem afiadas: o golpe tem que ser certeiro, cortando carótidas, jugular, esôfago, traquéia e nervos - tudo sob a assistência de um rabino, que aprovará ou não o aproveitamento da carne."Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que nós não estamos contribuindo para o sofrimento deles."

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